quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

Roda de Copenhague (Copenhage Well)

Na sequência da Conferência de Compenhague sobre as Mudanças no Clima, a COP15, o SENSEable City Lab do MIT apresentou, na última terça-feira, uma roda inteligente capaz de aumentar o desempenho dos ciclistas.
O objetivo do projeto, já batizado como Roda de Copenhague (Copenhagen Wheel, no original), é encorajar o uso da bicicleta para distâncias maiores, diminuindo a dependência de transportes movidos a combustíveis fósseis, mais poluidores.
Um dispositivo acoplado ao aro da bicicleta armazena energia que pode ser usada para ajudar ciclistas em momentos que demandam maior esforço, como a subida de ladeiras.

Um dispositivo colocado na roda da bicicleta permite o armazenamento de energia em situações em que normalmente esta seria desperdiçada – por exemplo, quando os travões são accionados.
No momento em que o ciclista sobe uma ladeira ou aumenta a velocidade, um sensor estimula o motor elétrico do veículo a aplicar um impulso extra, usando a energia que havia sido armazenada.

Além do sistema de armazenamento de energia, a roda possui outras ferramentas para agradar aos ciclistas, como sensores e ligação Bluetooth, que se conectam sem fios a um smartphone montado no guiador. Por meio de um aplicativo, o utilizador pode verificar a sua velocidade, direção e distância percorrida.
O aplicativo pode ainda configurar o quanto de energia deve ser devolvida para assistir o ciclista, monitorar as condições do tráfego e da poluição atmosférica e rastrear outros ciclistas, além de operar a própria bicicleta para alterar mudanças e travar as rodas para evitar furtos.
Todos os componentes eletrônicos necessários para seu funcionamento foram colocados dentro do dispositivo embutido no aro, próximo ao cubo, por isso não há necessidade de adicionar outros aparelhos ao quadro da bicicleta.
O peso total do dispositivo não foi divulgado, mas deve variar de acordo com o número de sensores ou o tamanho do motor – quando estiver nas lojas, o utilizador terá diversas opções de configuração.
A geração de eletricidade é exclusivamente cinética e depende das pedaladas e do aproveitamento de travagens e ladeiras. A equipe de criação elaborou um método especial que permite a instalação do mecanismo em qualquer aro, abrindo a possibilidade de adaptar a tecnologia em qualquer modelo de bicicleta já existente.



A nova roda deve chegar ao mercado dentro de um ano e será vendida por lojas online, redes de venda de produtos eletrônicos e, possivelmente, lojas de bicicletas.
Segundo o site CNET o aparelho deverá custar tanto quanto uma bicicleta eletrônica padrão, entre US$ 500 e US$ 1000.
As primeiras encomendas virão, provavelmente, da própria cidade de Copenhague, que pretende usar bicicletas como substitutas dos carros dos funcionários municipais.

Fonte : http://web.mit.edu/press/2009/copenhagen-wheel.html



quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Reparação

http://www.youtube.com/user/terranovafilmes
 
Documentário conta história de vítima da violência da guerrilha durante o
regime militar.

Pela primeira vez no Cinema Brasileiro, longa-metragem mostra histórias de
violência dos 2 lados: da repressão militar e do terrorismo de extrema
esquerda.

Reparação é o título do documentário de longa-metragem em High Definition
que conta a história de Orlando Lovecchio, vítima de um atentado a bomba
praticado pela guerrilha que lutava contra o regime militar no Brasil, em
1968. Orlando perdeu a perna no célebre atentado ao Consulado dos EUA em São
Paulo e, ainda hoje, em 2009, luta por justiça: como não é considerado uma
vítima da ditadura militar, a aposentadoria que recebe é menor que a do
autor do atentado que o vitimou e enterrou para sempre seu sonho de ser
piloto de avião. O episódio envolvendo Orlando e seus desdobramentos tem
merecido amplo e constante destaque na imprensa.
A partir deste caso, o filme provoca uma reflexão a respeito do período
militar, da violência de grupos extremistas ontem e hoje na América Latina,
da ditadura cubana que persiste até hoje com o apoio de democratas em todo o
continente, além da relação ainda conflituosa existente entre o aparelho
repressivo do Estado e os cidadãos comuns.
Com depoimentos do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, do historiador
Marco Antonio Villa, do jornalista Demétrio Magnolli, entre outros,
Reparação pretende iniciar uma nova discussão sobre o período militar dentro
do contexto do Cinema Brasileiro, que até hoje tem falhado por mostrar
apenas um lado dos que viveram a época, de uma forma muitas vezes
maniqueísta (como se a História pudesse ser resumida a um eterno embate do
bem contra o mal)
Em uma abordagem franca e sem amarras partidárias ou ideológicas, Reparação
comprova sua total independência ao não ter recorrido às verbas públicas
para sua realização.
Uma prova de que o Cinema Brasileiro pode suscitar o debate com qualidade
técnica e total independência estética e de pensamento.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Vale a pena ver de novo - Jeitosinha em: A Reação de Ambrósio (Cap. XXIII)

Capítulo XXIII - A reação de Ambrósio

 
Por trinta segundos, que, pareceram uma eternidade, Jeitosinha e Ambrósio se encararam fixamente. Ela vinha aprendendo no bordel de Madame Mary tudo sobre a arte da dissimulação, e conseguiu camuflar o medo, a surpresa e a confusão mental que lhe causava a imagem ali na sua frente do homem que assassinara.
A expressão de Ambrósio era inocente, quase infantil. O fio de baba intermitente continuava a banhar-lhe o queixo. Com sua voz pastosa, após o constrangedor silêncio, ele perguntou:
- Quem é você?
Jeitosinha suspirou aliviada. Continuava sem entender o que havia acontecido. As marcas de cortes no rosto e braços de Ambrósio indicavam que ela realmente o havia ferido, mas talvez não tivesse consumado o crime, pensou; talvez tenha sofrido alguma espécie de alucinação durante o ataque com a serra elétrica. Talvez Ambrósio tenha conseguido sair da casa, se arrastando.
Mesmo assim, quem limpara o chão e os móveis? Nada disso era tão importante quanto o fato de que o pai, talvez pelo choque de ter sido vitimado pela própria filha, não conseguia reconhecê-la.
- "Deve ser algum tipo de defesa emocional". Concluiu.
Muito mais desconfortável, com a situação estava Arlindo. Seu plano de explorar a irmã se esvaziara, em parte, com a reação do pai ao vê-la. Se Ambrósio não reconhecia Jeitosinha, e havia perdido sua índole opressora, o que a irmã teria a temer?
De fato, a moça não tinha mais nada a perder. Depois da decepção com seu amado Bruno, e todas as emoções que tomaram sua vida de assalto, o futuro se configurava diferente. Ela trocou olhares com Arlindo. Sorriu, superiora, e ele entendeu o recado. Jeitosinha estava livre de sua influência maligna, mas, curiosamente, não pensava em abandonar o bordel de Madame Mary.
A misteriosa mulher que ela mal vira e que não poderia reconhecer sob a máscara, de alguma maneira fez com que recuperasse sua auto-estima. Na casa de encontros a aceitavam como ela era. E agora havia ainda Laura Crowford, a linda ruiva que havia despertado estranhas emoções em Jeitosinha. Ela vinha, aliás, fazendo um esforço sobre-humano para esquecer Bruno, e tentava se apegar à emoção daquela tarde de prazer como se residisse ali a sua salvação.
Se Jeitosinha agora via o bordel como uma benção, isso não significava que ela perdoava Arlindo. Ao contrário, havia planejado para o irmão uma terrível vingança...
Quanto aos pais, o próprio destino havia se encarregado da punição. Ambrósio era agora um ser desprezível, débil e deformado. E sua mãe, que presa a suas convenções sociais jamais encararia a separação, estava condenada a aturar aquele ser repugnante pelo resto de suas vidas. Jeitosinha estava imersa neste tipo de reflexão quando alguém bateu a porta. Arlindo foi atender e deparou-se com uma morena exuberante, de mais ou menos trinta anos. Ela tinha cabelos negros e lisos, a altura dos ombros. Os olhos de um azul cristalino contrastavam com a pele clara. Mostrando um distintivo ela se apresentou:
- Sou a detetive Alessandra, da Polícia Civil. Vim investigar o desaparecimento de Ambrósio.
Todos na casa inclusive, Ambrósio trocaram olhares surpresos.
Do outro lado da cidade, o angustiado Bruno toma sua decisão. Virando a arma em direção à própria cabeça, ele finalmente aperta o gatilho.
 
 
Ele morreu?
Ele morreu?
Descubra lendo mais um capítulo de “Jeitosinha”!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Filme do fim de semana - Distrito 9

Filmaço, assim descrevo esse filmão que assisti nesse final de semana, foi uma pena que terminou, e terminou já naquela ansiedade de assistir sua continuação, e opiniões sobre o filme foram unânimes naquele dia, menos com as mulheres que queriam assistir Madagascar 2. Ou seja, não é um filme para mulheres. 

Os problemas do estilo “neo-verité” que passou a ser muito utilizado nesta década são dois: mexer muito a câmera e usar cenas muito curtas. Lembro que começou isso naquela brincadeirinha besta (A bruxa de Blair) pois bem, combinados, esses dois elementos podem causar dor de cabeça e náusea na platéia, e, infelizmente, os primeiros 20, 30 minutos de "Distrito 9" são comprometidos por essa falta de tato com a imagem. Tanto é que as melhores partes do filme são aquelas que não tentam simular um noticiário ou documentário. Seja como for, essa abordagem realista tem sua razão de existir, já que pode até ser vista como um comentário sobre o próprio método de filmagem utilizado em filmes que tratam das margens da sociedade, criando para pessoas pobres uma identidade visual que acaba por discriminá-las da mesma forma: por que elas não podem ser vistas numa tela de cinema sob o mesmo prisma que o cidadão urbano, burguês?

É aí onde "Distrito 9" se destaca acima de um extraordinário conto sci-fi. Ele situa a ação num cenário

O diretor Neil Blomkamp iguala tudo na marginalidade. Com seu primeiro filme (apadrinhado pelo gigante Peter Jackson), ele não faz um comentário político-social, mas um comentário imagético.

Mas é injusto falar sobre "Distrito 9" sem mencionar também sua contribuição para o gênero em que está inserido. Estamos diante de algo que impressiona não apenas pelo uso do formato, mas também por avançar na narrativa até um ponto em que você pode ficar sem saber adivinhar o que virá em seguida - e, convenhamos, hoje em dia, com tanta reciclagem que se vê numa tela de cinema, esse é um grande mérito. Trunfo da caracterização do protagonista, Wikus Van De Merve, interpretado pelo novato Sharlto Copley. O personagem é construído de maneira ambígua: insuportável e chatíssimo à primeira vista, mas por quem você acaba torcendo, mesmo que ele se revele um genuíno anti-herói, egoísta e capaz de cometer filhadaputagens para poder salvar a própria pele.

E se não se pode dizer que os vilões humanos de "Distrito 9" são exatamente esféricos - como o militar Koobus ou os gângsteres que comandam a comunidade - Christopher Johnson, o alienígena principal (curioso como o extraterrestre tem um nome "mais humano" do que os próprios humanos do filme) é um dos grandes personagens do ano, pois, assim como Wikus, cativa o espectador gradualmente, além de ter um design simples (uma mistura de gafanhoto com lagosta), mas bastante interessante. Notável, aliás, como CGI e efeitos práticos se confundem na tela. Não estou 100% certo da técnica utilizada, mas em algumas cenas os alienígenas parecem ser bonecos animatrônicos de tão reais. Sem falar que os demais efeitos visuais são realizados com a competência habitual da WETA, sem que em momento algum você "saia" do filme por achar que alguma coisa ali é inverossímil.

Lembrando, sempre, que verossimilhança é aquilo que é crível, e não o que é verídico. Voltamos, então, à questão do "fake" se misturando com o "real": assistimos ao filme sabendo que nada daquilo existe, mas tendo como referência a vida do lado de cá, percebida através dos telejornais. Por isso prefiro a mentira sincera de "Distrito 9" do que qualquer cinema que se venda como verdade.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

Vale a pena ver de novo - Jeitosinha em: A volta de Ambrósio (Cap. XXII)

Capítulo XXII - A volta de Ambrósio

Marilena acordou em sua cama, e sua primeira visão foi Aníbal, um dos filhos menos importantes, daqueles que só fazem figuração na trama.
- Anibal... Que sonho horrível... Pensei que seu pai...
- Não foi um sonho, mamãe. Ele voltou!
A mulher gritou em total desespero:
- Não pode ser! Não pode ser!
O filho estranhou a reação.
Alheios aos problemas que infernizavam a vida de Marilena, Adenair e Jeitosinha, sem saber que Ambrósio era a causa de muito sofrimento, esperavam da mãe uma manifestação de alegria.
- Mãe... Você não entende? O papai voltou! Meio caidaço, é verdade, mas está vivo! Você deveria estar feliz!
A mulher esboçou um sorriso forçado:
- Sim, meu amor. Claro. Foi só o susto. Claro que estou feliz.
Neste instante, já de banhozinho tomado e vestindo um velho e confortável pijama, Ambrósio entra no quarto.
- É você mesmo, Ambrósio? Perguntou a mulher.
- Marilena... Estou tão deformado assim? Claro que sou eu!
Ambrósio não tinha na voz a rispidez habitual. Parecia fragilizado. Sua fala era pastosa. Um canto da boca não se mexia e um fio permanente de baba escorria rumo ao pescoço.
- O que aconteceu com você?
- Não me lembro. Não consigo me lembrar de muita coisa. Vaguei pelas redondezas e aos poucos a memória foi voltando... Nossa casa, você, nossos filhos...
- E sobre o acidente que o mutilou?
- Nada. Não me lembro de nada. Só vejo uma cena estranha... Não quero falar sobre isso.
Os olhos do homem transmitiam o pavor que lhe causava a simples menção da cena. E a imagem que vinha a sua cabeça era a do travesti, loiro e nu, empunhando uma serra elétrica.
No hospital público, Adenair acordava da anestesia.
- Co-como foi à cirurgia, doutor? Adenair perguntou ao homem de branco parado ao seu lado.
- Foi bem. Não consegui fazer um acabamento muito bom... ...Sabe como é, cirurgia plástica é uma coisa complicada... Mas eu mesmo já vi muita vagina mais feia por aí! He...He...
O médico amigo de Dona Nair insistia em seu humor infame.
- Meu pênis, doutor... O que vocês fizeram com ele?
Mesmo detestando o que ele considerava um corpo estranho, Adenair sabia que era um pedaço seu que havia sido extirpado. E lhe assustava a idéia de que ele pudesse ter ido parar numa cesta de lixo hospitalar...
- Fizemos um transplante. Ele agora pertence a um marombeiro adepto do sexo bizarro, que perdeu o dele quando recebia carinhos orais de um pitt-bull...
- Melhor assim! Animou-se Adenair.
- quando recebo alta?
- Amanhã, se tudo correr bem.
- "Vai dar tudo certo". Pensou o, ou melhor, a jovem.
- "Vou virar uma linda mulher, como Jeitosinha, e conquistar o coração de Bruno"!
No seu apartamento, Bruno ainda olhava fixamente a arma. Sentia-se ultrajado, perdido, confuso e traído. Mas não conseguia evitar que a imagem de sua loira amada lhe viesse à cabeça.
- "Onde ela estará agora?" Perguntava-se.
Mal sabia ele que Jeitosinha, naquele momento, abria a porta de entrada de sua casa para estar frente a frente com o pai que matara!
Qual será a reação de Ambrósio?

Como salvar o celular molhado


Ocorre muito esse tipo de situação, voce esta saindo do carro em um dia de chuva e de-repente o celular pula do seu bolso como um megulhador dando aqueles mortais triplos, ou então voce vai até o banheiro e na pressa, abaixa as calças e seu celular que está no bolso de trás (frequentemente acontece com as mulheres) cai com toda vontade até o vaso sanitário. Aí fica naquela situação, apertada não sabe se termina o serviço ou salva o celular primeiro, escolhe salvar o celular. Enxarcado e aparentemente desligado, voce tenta ligar, chacoalha para sair a água e antes de pegar um secador de cabelo, siga esses passos abaixo:

(1) Basta pegar o aparelho , secar, retirar a bateria e colocá-lo em um recipiente cheio de arroz cru.
(2) Não use secador de cabelo no celular. Assistências técnicas aconselham evitá-lo, já que o ar quente pode danificar os componentes do telefone.
(3) "O arroz tem essa propriedade de absorver água porque é rico em amido, que possui uma forte afinidade elétrica com as moléculas de água e acaba as atraindo", afirma Maria Cristina dos Santos, professora do Instituto de Física da USP.


Ah... o arroz você joga fora, viu

quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Vale a pena ver de novo - Jeitosinha em: Bilhete de Adenair (Cap. XXI)


Capítulo XXI - Bilhete de Adenair
 
O sol despencou no horizonte tingindo o céu de vermelho.
A silhueta perfeita de Jeitosinha, seus longos cabelos loiros, voluptuosos seios, coxas grossas e bumbum empinado, recortados pelo céu do entardecer, eram uma visão idílica.
A moça coçou o saco e cuspiu no chão.
- Porra, mais essa agora. Achei muito bom ser homem... Resmungou, no jardim florido da casa de Madame Mary, ainda sentindo na boca o gosto de sexo.
Da janela, a ruiva que havia sido possuída por Jeitosinha, cujo nome de guerra era Laura Crowford, suspirava diante da visão do mais radiante e sensual ser humano que já havia conhecido. E olha que ela já tinha transado com uns três, maracanãs lotados.
Em seu apartamento, do outro lado da cidade, o angustiado Bruno olhava fixamente o revólver que empunhava. Acabar com a própria vida parecia ser a solução mais plausível para conseguir um pouco de conforto.
Na casa de Jeitosinha, um fio de lágrima escorria pelo rosto de Marilena enquanto ela lia o bilhete deixado por seu filho Adenair:
"Querida mamãe, sem a presença opressora de papai, não vejo mais razão para negar minha própria natureza. A verdade é que, embora na teoria tenha dado à luz a sete varões, na prática, a senhora tem duas filhas. Me sinto tão mulher quanto Jeitosinha. Não tive, como ela, o privilégio de desfrutar da condição feminina, mesmo que por alguns anos de ilusão. Mas estou disposta a recuperar o tempo perdido. Amanhã terei extirpado de mim, definitivamente, a minha masculinidade. Quero ser uma mulher total. Então vou poder conquistar o coração de Bruno, me casar com ele até ter dois filhos: Claudney Felipe e Luana Piovani Aparecida. Beijos, Adenaíra".
As pernas da sofrida mulher não conseguiram sustentar o peso do corpo. Sentada no sofá, amassando a pequena nota entre os dedos, Marilena pensava em como sua vida havia se transformado em questão de dias.
- Meu Deus... O que poderia ser pior? Perguntava-se, em voz alta.
Neste momento um homem sujo e deformado, metido em roupas fétidas, mancando e babando, abre abruptamente a porta.
- Querida, cheguei!
 
 
Ambrósio está de volta!
Não deixe de ler a + 1 capítulo desta obra mais do que trash!

segunda-feira, 5 de outubro de 2009

Suco de Milho

Sou viciado nesse suco de milho, só que nunca fiz. Sempre compro na Casa da Pamonha aqui em Limeira, eles fazem muito bem e eu nunca tinha me dado conta de como é simples fazer esse tipo de suco. Claro que não é tão simples como os outros tipos de sucos que basta colocar no liquidificador e ligar, mas não é um bixo de sete cabeças não.

Ingredientes:
6 espigas de milho verde
8 1/3 xícaras de leite (2 litros)
3 ½ xícaras de água
1 xícara de açúcar

Preparo:
Retire os grãos das espigas cortando com uma faca.
Coloque os grãos no liqüidificador junto com 4 xícaras de leite e 1 ½ xícara de água. Bata até ficar uma mistura homogênea. Passe pela peneira e coloque numa panela. Se quiser pode passar umas 2 veses na peneira.
Adicione o açúcar e leve ao fogo baixo, sem parar de mexer por 30 minutos ou até engrossar bem.
Deixe esfriar e bata novamente no liqüidificador, junto com o leite e a água restantes.

Sirva gelado. (Isso é importante)

quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Vale a pena ver de novo - Jeitosinha em: Troca de sexo pelo SUS? (Cap. XX)

Capítulo XX - Troca de sexo pelo SUS?
 
A casa de Jeitosinha era um cenário de tempos estranhos. O desaparecimento do pai parecia preocupar sua mãe e irmãos, mas a loira quase perfeita tinha outras atribulações.
Quem havia escondido o corpo de Ambrósio e apagado as pistas do assassinato? Quem havia telefonado a Marilena, fazendo-se passar pelo morto?
Jeitosinha não havia se esquecido de sua vingança. Aliás, também incluíra Arlindo na lista de desafetos. Mas o desfecho insólito de seu primeiro crime acabara inibindo-a. Era preciso esperar o momento certo. A prioridade era entender tudo aquilo. E, como se não bastassem tantas reviravoltas do destino, havia a decepção com Bruno, a descoberta da própria sexualidade, os encantos misteriosos da casa de Madame Mary...
Enquanto Adenair procurava, no maior hospital público da cidade, o médico indicado por dona Nair, Jeitosinha voltava ao bordel para uma reunião com a nova patroa.
Madame Mary fez uma longa explanação sobre a arte do prazer, uma espécie de preparação teórica para o que viria depois.
A expectativa de colocar em prática aquela técnica apurada excitava Jeitosinha. Ao término do encontro, encaminhava-se para a porta de saída quando sentiu dedos suaves tocando seu ombro.
- Oi. Você é nova por aqui? Perguntou uma linda ruiva de sorriso sedutor.
- Sim...
Respondeu, timidamente.
- Mas ainda não estou trabalhando...
- Ah... É a nova pupila de Madame Mary... Está gostando da preparação?
- Bem...
Disse Jeitosinha.
- É tudo muito excitante, mas não vejo a hora de entrar em ação.
A ruiva apertou suavemente a cintura da loira e, olhando no fundo dos olhos de Jeitosinha, propôs:
- Talvez possamos começar agora...
A resposta teve uma ponta de ironia:
- Cuidado, querida. Você pode se surpreender com o que vai encontrar...
- Eu adoro surpresa! Emendou a ruiva, já puxando Jeitosinha pela mão até um quarto próximo.
A poucos quilômetros dali, um médico de barba por fazer e jaleco puído conversava com Adenair.
- Bom você sabe que o SUS não cobre este tipo de operação. Mas posso dizer no prontuário, que se trata de uma extração de apêndice. Aliás, não deixa de ser verdade... Disse o homem, rindo de sua própria piada.
- Eu nem sei como lhe agradecer...
- Tudo bem... Eu jamais teria aprendido obstetrícia sem a ajuda de dona Nair. Será uma forma de retribuir o favor.
A operação de mudança de sexo foi marcada para o dia seguinte e Adenair voltou para casa em passos lépidos.
No bordel, Jeitosinha, vivia mais uma forte emoção, sua primeira vez com uma mulher. E deliciava-se com a descoberta das inúmeras possibilidades de interação entre o côncavo e o convexo tantas vezes cantados pelo Rei Roberto...

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Suco verde ou suco do Hulk


Verão chegando, voce aí suando em sua casa procurando algo gelado pra tomar. Pois bem, essa receita foi uma dica de uma amiga a muito tempo atrás, com apenas um limão, umas folhas de hortelã e e umas folhas de Erva cidreira voce pode preparar um ótimo suco verde, sem nome mas vamos chamar de suco do Hulk.
Ingredientes para um litro e meio de suco:
1 limão cortado em 4 partes com casca
3 folhas de Hortelã
6 ou 7 folhas de Erva Cidreira
6 colheres de sopa de açúcar
1300ml de água de preferência gelada
Gelo a gosto

Preparando:
Coloque tudo no liguidificador e ligue por 10 segundos.
Obs: Não deixe ligado por mais que 10 segundos.

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Música de Sexta - Mungo Jerry

In the Summertime de Mungo Jerry é uma antiga música em homenagem ao verão que está demorando pra chegar. Mungo Jerry é uma banda que foi fundada por Ray Dorset (aquele do cabelão estranho) que era e ainda é o vocalista e guitarrista. O primeiro sucesso mundial foi In the Summertime. Seguiram-se outros (Lady Rose, Alright, Alright, Alright, Baby Jump) e outros. Cantavam uma espécie de música regional e adotaram outros ritmos como rock e blues.
 

  
Para quem quiser fazer o download do álbum: Mungo Jerry


quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Residências mais Sustentáveis

Residência mais Sustentável

Como tudo hoje gira em torno da sustentabilidade, nossas casas não poderiam ficar de fora.
Aqui em Limeira, (minha terra natal) há vários projetos de bairros com casas sustentáveis. Em um bairro em particular, me chamou a atenção pelo aspecto em que tudo é aproveitado, desde o forro que são usados embalagens da TetraPak, o sistema doméstico de tratamento de esgoto para reutilizar a água a fins não potável, o reaproveitamento da água de chuva que são utilizados coletores de água e os aquecedores solares artesanais são as principais características dessas residências. Mas o melhor, é que o custo final não passa a de uma casa popular comum.




Coletores de água de chuva de baixo custo

Existem vários sistemas de coletores de água de Chuva, alguns sistemas são muito caros, como aqueles que o reservatório aterrado. Já este modelo de coletor da foto ao lado cuja patente não existe, foi exposto na feira Sustentar 2008, realizada em Campinas-SP, junto ao protótipo de uma casa sustentável e já vem sendo feito de maneira artesanal e aplicado em diversas Edificações. Este tipo de coletor é instalado diretamente no final da calha. Como ele fica próximo ao chão. Não tem pressão suficiente por exemplo para usar a mangueira longa para lavar o carro. Mas vai bem quando não exige distâncias longas como por exemplo para regar o jardim. O coletor da foto ao lado foi feito por Júlio Vallin, que ultiliza 3 desses em sua residência e tem uma economia de até 15% nos períodos chuvosos.

Materiais para fazer um coletor:
1 Tubo PVC 250mm ou mais X mais ou menos 1,00m
2 tampoes para isolar as saídas de água
1 torneira de jardinagem
1 cotovelo para usar de ladrão
1 tela de mosquiteiro e velcro para fazer o filtro

Sistema de aquecimento solar de água de baixo custo para habitações

Esses tipos de aquecedores não são tão eficientes quando comparados aos aquecedores convencionais, mas são bem mais baratos já que são feito de maneira artesanal e agregam grande valor de conhecimento para o usuário do produto. Dentre as várias maneiras de montar esses tipos de aquecedores, os mais vistos no Brasil se diferem pelo tipo de material utilizado na placa coletora que são os de PVC, mangueira de PEAD e de garrafa Pet.



O ASBC (aquecedor solar de baixo custo) denominado por esta sigla, foi desenvolvido pela Sociedade do Sol, localizada no CIETEC (Centro Incubador de Empresas Tecnológicas da USP), que tem como principal objetivo a disseminação da tecnologia que permite a montagem e a instalação de um sistema de aquecimento solar de baixo custo para as casas das comunidades mais carentes. O material predominante da placa coletora e da tubulação é a o PVC.

Apostilas são disponibilizadas para download na internet pelo site Sociedade do Sol com instruções detalhadas do material necessário e os procedimentos de montagem do KIT. O material pode ser encontrado nas lojas de materiais de construção e a montagem pode ser feita por qualquer pessoa.
O Programa ainda contga commateriais didáticos para professores de ensino fundamental e médio. Os professores, por meio de atividades escolares, direcionam a aquisição de conhecimentos e melhoram as atitudes e o comportamento de seus alunos tornando-os cidadãos conscientes, críticos e atuantes. A meta do programa é aumentar a cada ano o número de coletores em todo o Brasil  e diminuir cada vez mais o uso do Chuveiro Elétrico.

A contrução sustentável deverá melhorar muito a qualidade de vida dos habitantes da cidade, mas para isso é necessário haver um amplo programa de eduação ambiental para o grande público, informando que a agenda de sustentabilidade não se limita a floresta a ao mico leão dourado. Afinal, sem uma demanda consistente de mercado, estas novas propostas não se consolidarão. Esta é, certamente, uma tarefa para toda uma geração de profissionais.

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

Música de sexta - Zebra


Assim como a Mara do Blog pintando música, estarei postando de vez em quando sobre bandas de qualidade porém pouco conhecidas com as músicas difíceis de encontrar. A banda desta sexta-feira foi um trio que fazia o mais puro hard rock com pitadas de progressivo com o nome de Zebra. Não vá imaginar que era algo como o RUSH, pois existe uma grande distância entre a sonoridade das suas bandas. O Zebra, apesar de também ter um vocalista com um timbre bem agudo, não fazia músicas de 10 minutos.
A banda se formou em 1975 em Nova Orleans, com Randy Jackson (vocais e guitarra), Felix Hanneman (baixo e teclado) e Guy Celso (bateria).
Durante a década de 70, a banda suou no underground, fazendo shows na sua terra e nos estados vizinhos. Vez por outra gravavam uma demo tape, mas isso não rendia muito.
Com a entrada dos anos 80, a sorte resolveu sorrir para a banda, e a Atlantic Records se interessou por suas demo-tapes. O produtor Jack Douglas foi contratado para produzir o debut da banda, e sabiamente o produtor redirecionou o seu som e a sua postura para a nova tendência que surgia, o Hard Californiano.
O álbum “Zebra” (83) se tornou um récorde para a gravadora Atlantic, pois foi o lançamento que mais rápido alcançou premiações. Na estréia o disco já estava na 29º posição da Billboard. Embalados pelo hit “Tell Me What You Want”, o Zebra começou a fazer shows “Sold-out” na terra do Tio Sam.

Apesar do sucesso, a banda não era levada a sério. Os que conheciam a banda desde o início estavam desapontados com a nova linha que estavam seguindo.
“No Tellin Lies” saiu em 84 e parecia uma continuação do disco de estréia. Não causou o mesmo impacto, mas manteve a banda na mídia, apesar da crítica não gostar.
A banda deu uma parada e retornou aos estúdios de onde só sairiam em 86 com o disco “3V”. O álbum foi a rendenção, pois a banda mostrou todo seu potencial no material contido. Apesar de tudo, o público já não os queria e o álbum fracassou comercialmente.
A Atlantic já demonstrava que não mais tinha interesse na banda, e eles também não insistiram. Em 1990, um disco ao vivo ainda foi jogado na praça, talvez em respeito aos (poucos) fãs que a banda havia conseguido.

As I Said Before

Cada integrante seguiu seu caminho. Randy foi tocar no China Rain e em seguida no Jefferson Airplane. Os outros dois se juntaram em um disco batizado de Rock Candy.
Em 97 a banda se juntou para uma turnê de reunião, ao mesmo tempo que a gravadora soltava a compilação ”The Best Of Zebra: In Black And White”.
Um novo álbum só sairia em 2003, com o título de “Zebra IV”, e novamente a banda ficou no anonimato.
O insucesso do Zebra talvez seja em razão deles terem começado em um estilo e de terem caído para outro em busca de notoriedade, isso desapontou os admiradores que haviam conseguido em sua fase “Underground”. A banda não emplacou em meio ao hard californiano, pois o público sabia que eles não faziam parte daquele meio e apesar do bom som que faziam, estavam lá apenas para aproveitar a onda.

Segue o link abaixo para dowload do CD


quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Vale a pena ver de novo - Jeitosinha em: São ou não são? (Cap. XIX)

Capítulo XIX - São ou não são?

 - Bruno, eu sempre te amei...
A declaração de Adenair, um desabafo cuspido pelo seu coração angustiado, deixou o sofrido namorado de Jeitosinha perplexo.
- Não, Adenair... Não é possível! Você é...
Como completar a frase? O que era Adenair? O que era Jeitosinha? Quem era ele? Quantas certezas jogadas fora! Quanta boiolice* repentina, transformando sua vida num filme de Almodóvar!
- Durante muito tempo sofri em silêncio. Achei que nunca teria coragem de me expor. Mas desde que soube da condição de Jeitosinha, e percebendo que você ainda gosta dela, vi que por mais difícil que seja, meu sonho não é impossível. Dê-me uma chance! Você vai me amar também!
- Você não entende, Adenair? Jeitosinha é diferente! É uma mulher quase completa!
- Não tente se enganar, Bruno...
Respondeu Adenair.
- Será que no fundo do seu coração você não tinha a percepção de quem ela realmente era? Você pode afirmar com certeza que é heterossexual?
Ainda traumatizado pela experiência recente, Bruno percebeu que talvez Adenair tivesse razão. Mas ele não se sentia apto a penetrar o lodo de suas emoções. Reagiu rejeitando, com convicção a hipótese de que fosse gay.
- Sim, Adenair. Sou heterossexual. Aliás, estou farto de tanta farsa e dissimulação. Quero encontrar uma mulher de verdade, que não me surpreenda com nenhuma protuberância antinatural!
Bruno deixou para trás um Adenair magoado e arrependido. Sabia que desejava muito aquele homem, sentia-se mal por tê-lo provocado com palavras e estava disposto a qualquer sacrifício para tê-lo ao seu lado.
- “Você quer uma mulher de verdade, Bruno”? Murmurou para si mesmo, já que o homem se afastara em passos rápidos.
- “Pois eu serei uma. A mais bela, completa e exuberante que você já viu”!
Adenair dormiu pouco aquela noite. Na manhã seguinte, procurou a velha dona Nair, parteira e amiga da família. Sem constrangimento, o rapaz contou à mulher o seu drama e lhe fez um pedido inusitado:
- Preciso mudar de sexo. Preciso me tornar uma mulher. Mas não tenho dinheiro, dona Nair! Por favor, me ajude!
A velha coçou sua cabeça grisalha.
- Sei lá, menino... Nem cesariana eu consigo fazer, quanto mais extrair uma bingola.
Adenair cobriu o rosto e chorou convulsivamente.
- Mas eu conheço um médico que atende pelo SUS**...
Os olhos do rapaz subitamente brilharam de esperança:
- Me leve até ele! Leve-me até ele!


Troca de sexo pelo SUS**? Bom, não me xingue...
Não deixe de ler, mais um capítulo de sua “Jeitosinha”!

- * -  Boiolice - Paneleirice
 - ** -  SUS - Sistema Unificado de Saúde.

terça-feira, 15 de setembro de 2009

A Revolução do 3D

A Era do gelo 3D e Avatar

Algum tempo atrás fui conferir a nova sala de cinema 3D do shopping Piracicaba. O filme era A Era do Gelo 3D. Achei que iria usar aqueles óculos vermelho e verde 3D anáglifos comuns no quais resultam uma sensação muito ruim, mas não, eu me enganei, logo na entrada distribuiram óculos com lentes acizentadas, já fiquei mais empolgado. Pois bem, logo no trailler de um filme 3D, já vi coisas saindo da tela e ficando a sua frente, achei o máximo, incrível, como conseguiram fazer tal efeito? Tirei o óculos e olhei para o projetor e vi que não havia um projetor, mas dois projetores, olhei para a tela sem os óculos e vi que a imagem ficava tremida, com os óculos as imagens juntavam. Foi aí que saquei o esquema, decidi pesquisar pra ver qual é e me surprendi ao saber que essa tecnologia é uma deixa para games em 3D, copa do mundo 3D, internet 3D, e um próximo filme que vai revolucionar de vez o cinema 3D, trata-se de Avatar. Uoow.

Como funciona o cinema 3D 


O esquema é simples porém só funciona quem enxerga com os 2 olhos, já que o truque é feito por que cada olho gera uma imagem 2D um pouco diferente, mas é éssa pequena diferença que nos dá a capacidade de enxergar distâncias e profundidade. É o deslocamento produzido entre a imagem do olho esquerdo e o direito que nos faz ver em 3D. Com isso, colocando 2 filmes para rodar na mesma tela (um para cada olho) e usando os óculos de policarbono com lentes polarizadas, é possível filtrar as projeções selecionando cada tipo de luz e o foco de uma das faixas do filme.
No caso de filmagens como Avatar que estréia em Dezembro, não é mais necessário gravar duas veses para fazer um efeito 3D. As filmagens usam uma nova câmera com duas lentes fixadas a seis centímetros uma da outra (a diferença simula a distância entre os dois olhos) e dois rolos de filme são usados simultaneamente.
O Projetor para as salas 3D também não são nada convencionais. Apesar de rodar 2 filmes de uma vez é usado apenas um projetor que pesa mais de uma tonelada e usa duas lâmpadas de 15.000 watts (um projetor comum usa lâmpadas entre 2.000 e 4.000 watts). A luz é tão potente que , se o equipamento estivesse instalado na Lua, seria possível observa-la aqui na Terra. O calor gerado pelas lâmpadas do projetor é capaz de queimar até madeira, por isso exige um sistema de resfriamento violento: são bombeados 1.600m³ de ar e 36 litros de água destilada por minuto.

Legendas? que nada, personagens com sotaque mesmo


Muita gente que já assistiu algum filme nesses cinemas 3D no Brasil deve ter reparado que todos os filmes são dublados. Essa é a parte ruim do cinema 3D, já que ainda não existe uma forma eficiente de legendar produções estereoscópicas. Para animações tudo bem, é até mais legal, já que são feitas ótimas dublagens, mas quero ver a hora que a maioria dos filmes forem feito para se ver em 3D. Houve muito debate sobre qual seria a melhor profundidade e posição para as letras na tela: na parte inferior como estamos acostumados? Mas aí entra o problema de desviar o foco devendo convergir a visão para ler o texto, isso cansa a vista e diminui o efeito tridimensional. Ou seja, por enquanto não tem jeito, o correto seria todo mundo aprender línguas estrangeira ou aguentar um Brad Pitt com sotaque de malandro carioca e uma Angelina Jolie que fala "Orra Meu" igual a uma paulistana.



sexta-feira, 11 de setembro de 2009

Música de Sexta

 Há tempos não postava sobre novas bandas, até conhecer No and The Maybes, 3 rapazes de Copenhague - Dinamarca com o propósito de recuperar músicas do festival Eurovision. Este conjunto pop Dinarmaquês voltaram suas atenções na criação de vívidas, com músicas descontraídas inspiradas nos sons dos anos 60 e New Wave Music dos anos 80 com qualidade excelente.



Para quem quiser saber mais sobre No and The Maybes acessem o myspace do grupo:
http://www.myspace.com/noandthemaybes

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Vale a pena ver de novo - Jeitosinha em: Será que Bruno e Adenair são... (Cap. XVIII)

Capítulo XVIII - Será que Bruno e Adenair são...

Ambrósio não conseguia se lembrar exatamente quem ele era. Imagens confusas de um travesti loiro com uma moto serra lhe vinha a mente, enquanto ele reconhecia alguns trechos do caminho. Acabou chegando até a porta de sua casa, mas não teve coragem de entrar, especialmente porque não tinha a menor idéia de que lugar era aquele. Viu que dois homens jovens conversavam, sentados num banco da varanda. O dia estava quase nascendo. Do outro lado da rua, Ambrósio reconheceu algo de familiar naquele rosto. Mas quem seria? Aliás, quem seria ele mesmo?
O homem subitamente percebeu que sequer podia lembrar-se de sua própria face. Procurou algum vidro ou espelho onde pudesse se ver refletido. Numa grande e quieta poça de água, viu sua cara monstruosa. Com um grito aterrador correu rumo a um matagal próximo. Estava confuso e com medo.
Bruno e Adenair ouviram o grito, mas não deram muita importância.
- Você pode se abrir comigo, Bruno. Sei tudo a respeito de Jeitosinha.
- Tudo? Surpreendeu-se.
- Sim... Ela é uma vítima, tanto quanto você...
Pelo comentário, Bruno percebeu que talvez Adenair não soubesse que a irmã era uma prostituta.
-"Se ela conseguiu me enganar, porque não enganaria o irmão?" Perguntou-se.
Tombando diante da pressão, Bruno chorou convulsivamente. Adenair puxou-o em direção ao peito, abraçando-o e acariciando seus cabelos. Bruno pôde perceber que o toque e o suave perfume do rapaz lembravam muito os de sua irmã. Sentiu-se confortável por alguns minutos. Enxugando as lágrimas, Bruno viu bem de perto os olhos de Adenair, tão parecidos com os de Jeitosinha. Só então se deu conta de que algo estranho acontecia ali, o apoio que estava recebendo, mais físico e mudo do que um simples diálogo, não é comum entre os homens.
- Adenair, porque você me abraçou deste jeito? Perguntou, temendo resposta.
Num matagal a poucos metros, Ambrósio começava a se dar conta de quem era. Talvez por um bloqueio, causado pela morte violenta ou pelo processo utilizado para trazê-lo de volta à vida, não associava o travesti loiro a sua amada Jeitosinha. Mas já sabia que ele era o chefe daquela casa que reconhecera, e que estava deformado por alguma terrível razão, a mesma pela qual sentia-se impelido a manter-se escondido.
Na varanda da casa, Adenair começava sua revelação. Cada palavra pronunciada doía como um parto.
- Bem, Bruno... Também tenho um segredo...

Será que Bruno e Adenair... Hummm... Será?
E Ambrósio? Vai querer vingança?

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

História do Rock - Anos 80

80: Rock na TV e misturas
Surgem novas vertentes e acontece a primeira edição do Rock In Rio


Apesar de ser uma década muito criticada devido sua produção de gosto duvidoso, os anos 80 foram marcados pela convivência de vários estilos no rock e por sua popularização, graças à MTV, que começou a transmitir músicas num novo formato, o vídeo clipe.

A new-wave foi o estilo de maior sucesso, graças ao seu ritmo dançante,
bem ilustrado por bandas como Sugarcubes e B52’s (foto), ao mesmo
tempo que The Smiths, R.E.M e U2 provaram que ainda era possível fazer
canções mais puristas, compostas apenas por guitarras, baixos e baterias.



Outra faceta veio à tona, o trash metal, que ilustrava a violência e o caos
político, com os primeiros passos do Mötörhead (foto) e Venon, seguidos
por Metallica, Slayer e Anthrax. Já as baladas e acordes mais suaves
ficaram com Bon Jovi, Guns’n’Roses e White Snake.


Anos 80: Palidez e roupas desconexas

Bandas como Siouxie and Banshines e The Smiths inspiraram a nova
geração do rock. Com o som mais pesado e letras muitas vezes niilistas,
desprovida de qualquer sentido e com ânsia da democracia - um sentimento
que representava muito bem os jovens da época.

Após o sucesso comercial do punk-rock e o surgimento dos primeiros
street-punks, o caráter colorido, excêntrico e atrativo da primeira geração
dá lugar ao estilo mais monocromático, opaco e agressivo.
Como característica deste comportamento, além da influência dos músicos,
a moda foi tomada pelos coturnos, botas longas, cabelos espetados,
coloridos e uso de roupas pretas.


A maquiagem era melancólica, e deixava os rostos bem brancos e olhos
bem escuros.
O som gótico do The Cure inspirou também os cabelos arrepiados,
alfinetes, patches, lenços no pescoço ou a mostra no bolso traseiro da
calça. As calças jeans eram rasgadas ou pretas justas. O tênis era o All
Star.

Mensagens de protesto, como "no future" ("sem futuro"), ou nomes de
bandas tornaram-se comuns nas costas das jaquetas. As mulheres viraram
adeptas do básico: jeans e camiseta.
A sociedade roqueira teve uma identidade de morbidez, tristeza e amante
da noite, usavam maquiagens fortes, próprias para os períodos noturnos.


No Brasil

Por aqui, o principal ano do período foi em 85, graças a um acontecimento crucial: o Rock In Rio tornou-se o maior concerto de rock de todos os tempos. Foi um público estimado em um milhão e meio de pessoas durante os dez dias, que conferiram, ao vivo, Queen, Iron Maiden, Ozzy Osbourne, Yes, Blitz, Barão Vermelho, Lulu Santos, Paralamas do Sucesso, Kid Abelha, entre outros, na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro. A partir de então, o país entrou na rota das grandes turnês internacionais e a juventude passou a ter mais orgulho das produções locais. Isso porque,
conferiram as novas bandas brasileiras fazerem bonito ao lado dos ídolos estrangeiros.

Os expoentes eram, por exemplo, Ultraje a Rigor e a banda RPM (foto), que
gravou o disco “Rádio Pirata Ao Vivo” e foi recordista de vendas – de
qualquer gênero – no Brasil: somando 2,2 milhões de cópias comercializadas.





No mesmo período, o Legião Urbana lançava seu primeiro álbum, mostrando
que os ideais punks continuavam fortes, assim como nos sons dos Garotos Podres (foto), Camisa de Vênus, Ira!, Replicantes, Cólera e Plebe Rude.



Nesta época, grandes baladas surgiram e viraram ponto de encontro dos roqueiros, como o Projeto SP (já extinto), o gótico Madame Satã (foto), aberto até hoje, o eclético Café Piu Piu no tradicional bairro do Bixiga e o Circo Voador, que ainda recebe grandes apresentações no Rio de Janeiro.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Vale a pena ver de novo - Jeitosinha em: Bye bye Ets (Cap. XVII)

Capítulo XVII - Bye bye Ets


- O que você andou fazendo a tarde inteira? Perguntou um dos membros da equipe ao chefe da expedição, um cientista brilhante em seu mundo.
- Nada demais... Encontrei os restos de um humano esquartejado e, só para me distrair, o trouxe de volta à vida... Disse, apontando uma figura no canto do laboratório.
Toda a tecnologia dos homenzinhos verdes não foi suficiente para impedir que, visualmente, o resultado final ficasse sofrível.
Mas era possível reconhecer, naquele homem repleto de cicatrizes, as feições de Ambrósio.
- Ele recuperou a memória e a razão?
- Está um pouco confuso ainda... Disse o cientista.
- Talvez nunca volte a ser o que era antes, mas foi divertido brincar de Deus e inverter a ordem natural das coisas, antes de deixar definitivamente este mundinho atrasado. Sabe-se lá o que este monstro fará nesta sua volta à vida...
A nave deixa o homem a beira da estrada deserta e levanta vôo rumo ao infinito.
Não muito longe dali um cabisbaixo Bruno faz seu caminho de volta para casa, ainda entorpecido pela descoberta de que sua doce Jeitosinha era uma garota de programa. Como se não bastasse, sentia a confusão mental causada pela percepção de que sua experiência com o travesti no Bordel foi totalmente inconclusiva. Até o momento em que Jeitosinha interrompeu o ato sexual, ainda não havia encontrado prazer. Mas era difícil saber como a coisa iria terminar.
Bruno não tinha pressa para chegar a lugar nenhum. Precisava pensar e, talvez involuntariamente, acabou passando em frente à casa de Jeitosinha. Sentiu um nó no coração ao ver a janela do quarto da moça. Saudades de um passado perfeito e uma profunda revolta por sentir que um futuro feliz havia sido abortado.
- Bruno?
Por um momento pensou ser Jeitosinha, mas a voz que vinha da varanda escura da casa era mais grave.
- Adenair?
- Sim...
Disse o suave irmão da loira, aproximando-se.
- Você não parece bem... Quer conversar?
Bruno encarou Adenair. Ele nunca havia percebido o quanto o rapaz se parecia com Jeitosinha!
- Não creio que você possa me ajudar...
- Talvez eu possa... Respondeu o moço, com a voz tremula de emoção e desejo.

Será que Bruno e Adenair... hummm... Será?
E Ambrósio? Vai querer vingança? Não deixe de ler o próximo capítulo!
Será que Bruno e Adenair são...

quarta-feira, 26 de agosto de 2009

A vantagem das telas de LEDs

Alguns dias atrás fui até a FNAC e me deparei com uma TV Gigante de LED, foi amor a primeira vista, estava rodando um Blue Ray com uma qualidade incrível. Essa nova tecnologia acena com telas maiores, mais brilhantes e que poderão ser instaladas como painéis em qualquer superfície, serem dobradas e produzirem até mesmo telas semitransparentes para instalação em janelas e vitrines de lojas.


Orgânico vs inorgânico

Os LEDs orgânicos surgiram prometendo superar rapidamente os LEDs tradicionais, principalmente pela possibilidade de sua fabricação rápida em larga escala, onde a deposição dos materiais emissores de luz é feita sobre um material plástico utilizando um processo similar à impressão jato de tinta.

Mas nem bem as telas com LEDs orgânicos (OLEDs) começaram a chegar ao mercado, equipando equipamentos portáteis, e os LEDs inorgânicos tradicionais - aqueles com os quais já estamos acostumados e que equipam virtualmente todos os equipamentos eletrônicos - resolveram dar a volta por cima.

A equipe do professor John Rogers, da Universidade de Illinois, nos Estados Unidos, desenvolveu um processo para criar LEDs inorgânicos minúsculos e ultrafinos e que podem ser fabricados em conjunto em larga escala.

Vantagens dos LEDs e dos OLEDs

"Nosso objetivo é casar algumas das vantagens da tecnologia dos LEDs inorgânicos com a escalabilidade, a facilidade de fabricação e a resolução dos LEDs orgânicos," diz Rogers.

Em relação aos LEDs orgânicos - que levam carbono em sua composição - as vantagens dos LEDs tradicionais - feitos com semicondutores inorgânicos, sem carbono em sua composição - é a maior vida útil, maior robustez e confiabilidade e, principalmente, um brilho superior.

Mas os LEDs orgânicos têm suas vantagens, entre elas a fabricação em substratos flexíveis e em conjuntos densos e interconectados, o que torna possível sua instalação em superfícies irregulares, na forma de tetos ou paredes totalmente iluminadas e até mesmo em janelas semitransparentes.

LEDs ultrafinos

A nova tecnologia utiliza um processo chamado crescimento epitaxial, gerando LEDs com dimensões até 100 vezes menores do que era possível até agora. Os pesquisadores também desenvolveram um processo de montagem para dispor os novos LEDs na forma de grandes conjuntos interconectados sobre substratos flexíveis e dobráveis.

"O processo de estampagem é uma alternativa muito mais rápida do que o processo robótico padrão de 'pegar e colocar' usado na manipulação dos LEDs inorgânicos, que são essencialmente construídos um a um," explica Rogers. "O novo processo pode retirar grandes quantidades de LED minúsculos e finos da pastilha de silício de uma só vez, e então imprimi-los sobre um substrato plástico."

Como, no segundo passo do processo, os LEDs podem ser colocados distanciados uns dos outros, os painéis e telas podem ser quase transparentes. As pequenas dimensões dos LEDs permitem o uso de conexões impressas para interligá-los e alimentá-los, em vez dos fios, que são mais grossos e não se adaptam à flexibilidade necessária.

Novas aplicações dos LEDs

Além da iluminação de estado sólido, substituindo as atuais lâmpadas, painéis de instrumentos e telas e monitores, as folhas flexíveis e dobráveis de LEDs impressos têm uso potencial no setor de saúde.

"Enrolar uma folha de minúsculos LEDs ao redor de um membro ou de todo o corpo humano oferece possibilidades interessantes em biomedicina e biotecnologia," diz Rogers, "incluindo aplicações no monitoramento das funções vitais, diagnóstico e imageamento.

Com a chegada ao mercado das primeiras TVs de LEDs, ultrafinas, a nova tecnologia acena também com telas ainda maiores, mais brilhantes e que poderão ser instaladas como painéis em qualquer superfície, serem dobradas e produzirem até mesmo telas semitransparentes para instalação em janelas e vitrines de lojas.

segunda-feira, 17 de agosto de 2009

Vale a pena ver de novo - Jeitosinha em: A Grande Surpresa (Cap. XVI)

Capítulo XVI - A Grande Surpresa

Bruno havia bebido a tarde inteira, buscando no álcool a coragem necessária para por a prova sua masculinidade. Por isso mesmo, a imagem de Jeitosinha, naquele bordel de luxo, observando-o em pleno ato de amor com um travesti, pareceu uma alucinação ou um sonho.
- Amor... Não é nada disso que você está pensando! Disse o rapaz, sem muita inspiração.
Depois, recuperando a sobriedade, foi tomado por um tipo diferente de perplexidade.
- Mas... Espera aí... O que você está fazendo aqui? Perguntou Bruno à sua amada, enquanto a prostituta, prevendo o barraco, saia de fininho.
Cheia de revolta, Jeitosinha disse a primeira coisa que lhe ocorreu para ferir Bruno:
- O que lhe parece? Pelo visto você prefere as morenas... Mas, nós as loiras somos boas demais na arte de enlouquecer os homens...
- Não pode ser, meu amor... Diga que é um sonho... Belisca-me para eu sentir dor e acordar!
- Depois do que eu vi pela fresta da porta, tem certeza de que não tem nada doendo aí? Alfinetou jeitosinha, cheia de ironia.
- Não! Você não! Não pode ser! Não pode ser!
Bruno puxava os próprios cabelos com violência e rolava pelo chão num desespero patético.
Jeitosinha apenas jogou os cabelos longos para o lado, com aquele gesto superior com que as loiras costumam descartar os simples mortais, e retirou-se do ambiente. Seu coração por dentro estava em frangalhos, mas o que Bruno viu foi à imagem de uma mulher fria.
Com passos precisos e a elegância de um modelo, Jeitosinha atravessou o corredor e voltou ao escritório de Madame Mary. Lá dentro, tombou de joelhos e começou a chorar.
- Não pode ser, Madame Mary... Meu amado Bruno... Um homem tão puro e íntegro... Aqui! Com aquela... Aquela...
A certeza de que não era tão diferente da exótica morena impedia Jeitosinha de achar a palavra certa.
- Os homens são todos iguais, minha criança.
Disse Mary, acariciando a loira.
- Uns animais capazes de qualquer coisa por um momento de luxúria. Eles nunca saberão o que é o amor verdadeiro. É justamente isso que torna tão fascinante a nossa arte de sedução...
Jeitosinha levantou os olhos e, agarrando-se as pernas da misteriosa mulher, implorou:
- Ajude-me, Madame! Ajude-me a ser como você!
- Claro, querida... Claro...
Madame Mary sabia que tinha nas mãos um diamante em estado bruto. Um diamante pronto para ser lapidado na dor de um coração partido.

quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Intrumentos com a boca?

Final de semana passou muito rápido, e foi bem agitado. Acabei indo no Hopi-Hari com os amigos. Dividimos em 2 carros as mulheres em um carro e nós os machos em outro para podermos ir ouvindo Heavy metal alto, já elas devem ter ido com o som desligado para poderem fofocar. Bom, mas voltando, meu amigo me mostrou a banda alemã Van Canto, muito bacana. Achei inovador a idéia de usarem somente a bateria de intrumento. Do resto eles fazem tudo com a boca mesmo. São 6 vocais fazendo desde Guitarras, baixo, orquestra... enfim tudo com a boca mesmo. A qualidade é espetacular. Segue um videozinho abaixo que capturei do Youtube mesmo.

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

História do Rock - Anos 70

Anos 70: Punk-rock e discotecas

Globos de espelhos se confrontam com o rock progressivo e os anarquistas


Nos anos 70, o rock é dividido em dois segmentos principais: os sons pesados e rebeldes, contra as inovações dançantes da disco music, que começava a se aproximar das guitarras - posteriormente criaria a new-wave, em 80.

Neste primeiro grupo, nasce o obscuro heavy-metal, inaugurado por bandas cultuadas até hoje, como Judas Priest e Black Sabbath (foto), que se desvencilhavam do clima hippie com melodias pesadas e letras assustadoras focadas em demônios, maldição ou composições contestadoras.

A música punk, nascida em Nova Iorque, logo viria a integrar esta parcela revolucionária, porém de execução simples. De origem operária e suburbana, os grupos demonstravam seu ódio contra o sistema e a classe bem-remunerada. Bandas como Sex Pistols (foto), que difamaram a rainha; e os Ramones, que criaram um estilo de três acordes (notas musicais) – acelerados, violentos, com duração miníma.

Ao mesmo tempo, nas pistas, outro estilo musical desponta com os sucessos de figuras como Elton John e David Bowie (foto), e as casas noturnas são equipadas com globos de espelhos, que se espalham rapidamente pelo planeta. Era a fase da moda disco, que depois se afastaria definitivamente do rock.

O rock progressivo também veio à tona e deixou de queixo caído aqueles que estavam acostumados a ouvir música nos padrões e tempos tradicionais - Pink Floyd, Genesis e Yes criaram composições experimentais e extremamente elaboradas, fazendo viagens sonoras com suas músicas que duravam mais de dez minutos.

Rebeldia no Jeans

Longe do consumismo da década passada, os jovens dos anos 70 deixaram os cabelos crescerem. Janis Joplin e Jimmi Hendrix selecionaram os brechós, assumindo o estilo hippie. Chapéus desabados, veludos, cetins e estolas de pluma faziam parte do vestuário.

A ideologia “paz e amor”, da década passada, permanecia no pensamento dos jovens, assim como as calças boca-de-sino, que continuavam com força total, porém mais coloridas.

Depois, chegou o tempo de usar óculos redondos, alfinetes, patches, jeans rasgados, jaquetas com rebites e coturnos. As mulheres usavam saias de cigano, batas indianas, estampas psicodélicas, tie-die e florais, que se misturavam com o tradicional jeans.

A moda era ter criatividade, sem gastar muito. Colares de miçangas e bijuterias étnicas, calças de cintura baixa com cintos largos ou de penduricalhos, roupas artesanais, materiais naturais e tinturas caseiras.

Além das bolsas de crochê com alças a tiracolo. E claro, as saudosas e revitalizadas botas de camurça e sandálias de plataforma, que foram reutilizadas na moda atual.

No Brasil

No Brasil, o baiano Raul Seixas (foto), misturando esoterismo e pura provocação, conquista os jovens com seu estilo debochado. Enquanto isso, Rita Lee cria a banda Tutti Frutti e se torna a grande dama do rock nacional. Os Secos & Molhados adaptaram o estilo glitter rock de Bowie à música folclórica, criando também um sucesso nunca visto antes.

O hard-rock e o progressivo também ganharam força em nossas fronteiras, com os músicos Arnaldo Baptista e Sérgio Dias e suas respectivas bandas. O pré-punk aparecia em 77, com o Joelho de Porco e suas sátiras.

Nesta década, o fim dos Beatles foi emblemático e ajudou na transição entre o rock básico de letras simples para o mais complexo, com melhores instrumentos, apoio de orquestras (como no caso do Deep Purple), e muitos sintetizadores, usados na criação dos sons eletrônicos.

AC/DC, Iron Maiden, o novo ska do The Clash (foto) e o Queen faziam sucesso entre a juventude que já estava saturada da febre dance.

sexta-feira, 7 de agosto de 2009

Vale a pena ver de novo - Jeitosinha em: O Jubílo de Jeitosinha (Cap. XV)

Capítulo XV - O júbilo de Jeitosinha

O júbilo de Jeitosinha durou pouco. Se num primeiro momento a idéia de ter salvado a humanidade era alentadora, horas depois o que a fantástica experiência lhe causava era mais revolta e dor. De que adiantava ter salvado o mundo, se não obteria pelo seu ato qualquer tipo de reconhecimento? Para o restante da humanidade, ela continuava sendo aquele ser anacrônico, discriminado por fugir dos padrões.
Só uma pessoa na cidade estava se sentindo mais angustiado: Bruno. Num bairro distante, trancado em seu apartamento, o pobre rapaz refletia sobre a grande (bota grande nisso) emoção que sentiu em sua primeira noite de amor com Jeitosinha.
-"Será que eu gostei porque era a minha amada?" Perguntava-se.
-"Ou será que tamanho prazer adveio do fato de que tratava-se de um homem? Sou hetero ou gay?"
- Quem é você? Gritou Bruno angustiado, olhando sua imagem no espelho.
Sentia-se sujo. Seus desejos o incomodavam, como se ele tivesse experimentado a fruta do pecado. Mas sabia que Jeitosinha era uma vítima, como ele. Ele podia entender que a namorada era um modelo de virtude e pureza, e que seu gesto, ao seduzi-lo, era apenas uma grande manifestação de amor!
Por um momento, olhou para o problema sob outra perspectiva, muito menos dramática:
- “Sim, Jeitosinha é pura. É a minha Jeitosinha. Em nome desta pureza vale a pena continuar com ela!”.
Concluiu.
- “Se ela fosse um travesti vulgar... Mas não! Ela foi criada como uma mulher, sob rígidos padrões morais!”
Quem sabe se eles ainda pudessem ter uma vida junta, mantendo a condição de Jeitosinha em segredo?
Num fragmento de sonho, Bruno se viu casado com ela, vivendo grandes noites de amor e criando duas crianças adotadas, Cléverson Luís e Suelen Aparecida, como se fossem seus filhos biológicos. Pensou em procurar a sua doce amada naquele mesmo momento e propor a realização do casamento, tão desejado em tempos menos complicados. Mas antes precisava enfrentar seu próprio demônio interior. Precisava saber se o que sentiu naquela noite mágica foi amor ou pura volúpia. Precisava, enfim, fazer amor com outro travesti e colocar-se a prova!
Bruno resolveu que aquela noite iria a um bordel atrás de respostas. Iria buscar reviver, com uma vulgar criatura da noite, emoções tão... Hã... Grandes quanto a que viveu com sua inocente Jeitosinha.

Mal poderia imaginar a grande surpresa que o esperava...
Confira no próximo capítulo!

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Expedição parte em busca de "Ilha de Lixo" no Pacífico


Uma equipe de cientistas e ambientalistas parte neste final de semana da cidade de São Francisco, nos Estados Unidos, em busca do que alguns chamam de "A Ilha do Lixo" - um redemoinho de lixo no Oceano Pacífico formado por mais de seis milhões de toneladas de plástico.

A "ilha" também recebe outros nomes, como "Mancha de Lixo do Pacífico Norte" e "Pacific Vortex." Ela flutua à deriva entre a Califórnia, nos Estados Unidos, e o Japão.

Lixo flutuante

O redemoinho foi descoberto em 1997 pelo oceanógrafo Charles Moore. Ele ignorou os alertas de não passar pela região, onde faltam ventos e correntes, e acabou descobrindo o acumulado de lixo.

Durante a viagem, o oceanógrafo encontrou pedaços de garrafas, sacos plásticos, seringas e uma variedade enorme de outros objetos de plástico em vários estados de conservação, já que, devido à ação do sol e dos ventos, o material se desintegra em fragmentos pequenos que flutuam durante anos, obedecendo às correntes marítimas.

O plástico tem origem na atividade no continente, principalmente nas áreas costeiras. O material também chega ao oceano por meio dos rios. Os ventos e as correntes empurram o plástico até o redemoinho no Pacífico Norte.

A desintegração do plástico em partículas microscópicas, algumas infinitamente menores do que um grão de areia, faz com que esta mancha, cujo tamanho é duas vezes maior que a superfície do Estado americano do Texas, seja quase impossível de ser localizada com radares ou tecnologia de satélite.

Sopa plástica

Ao sair em busca do redemoinho a equipe de cientistas e ambientalistas do Projeto Kasei desafia problemas como a localização imprecisa e a decisão do que fazer quando finalmente ficarem frente a frente com esta gigantesca coleção de lixo.

A expedição visa estudar a composição desta "sopa plástica" (outro apelido que recebeu a "ilha"), o nível tóxico de seus componentes, seu efeito sobre a vida marinha e seu papel na cadeia alimentar.

O líder do projeto, Doug Woodring, explicou à que o mais difícil será coletar amostras sem capturar espécies marinhas.

"Teremos que utilizar tecnologias diferentes, dependendo do volume de resíduos por quilômetros quadrado. Também contamos com redes de tamanhos diferentes", afirmou.

"A ideia é, primeiro analisar do que se trata e, depois, discutir a melhor maneira de lidar com ela (a "ilha de lixo")", acrescentou Woodring, que acredita que uma alternativa seria "transformar o lixo em diesel combustível".

Água de ninguém

Apesar de a "ilha" ter sido descoberta há mais de uma década, ninguém até o momento tomou medidas para resolver o problema. Para Woodring, no entanto, este fato não é surpreendente.

"O problema principal é que (a "ilha de lixo") está em águas internacionais. Ninguém passa pelo local, não está nas principais rotas comerciais, não está sob nenhuma jurisdição e o público não sabe de sua existência", afirmou.

"Por isso, nenhum governo é pressionado, nenhuma instituição é pressionada a resolver este problema. É um pouco parecido com o que acontece com o lixo espacial", acrescentou.

Plástico na cadeia alimentar

Apesar de este gigantesco depósito de lixo estar a uma distância relativamente "cômoda", as consequências de sua existência afetam a todos.

Os peixes pequenos, por exemplo, confundem as partículas plásticas com alimentos. Muitos morrem depois de ingerir estes fragmentos, que também agem como esponjas, absorvendo substâncias tóxicas e metais pesados.

Mas, outros peixes sobrevivem e, quando são ingeridos por animais maiores, transformam o plástico em parte da cadeia alimentar.

Dois barcos participam da expedição, o Kaisei (foto ao lado) feito com garrafas PET e o New Horizon, e eles voltarão à costa dentro de um mês. Quem quiser acompanhar as descobertas realizadas durante a expedição pode acessar a página do projeto na internet em www.projectkaisei.org.


Fonte BBC Brasil

quinta-feira, 30 de julho de 2009

História do Rock - Anos 60

Anos 60: Iê-iê-iê e transgressão

Anos de contestação e um festival com muita paz e amor


Nos anos 60, a importância do rock não estava mais focada em sua batida dançante e escandalosa, mas sim na contestação e nos protestos ideológicos, que culminaram como a década dos “Anos Rebeldes”.

O marco mais importante desse período foi a estrondosa aparição de quatro jovens de Liverpool nas paradas de sucessos da Europa e Estados Unidos – The Beatles (foto), que tiveram como primeiro hit a música “Love me Do”.

Amante do folk e ativista social, o então também jovem Bob Dylan aparecia como um contestador político, ao mesmo tempo que movimentos pacifistas e manifestações contra a Guerra do Vietnã se espalhavam ao redor do mundo.

Os Rolling Stones, barulhentos e desgrenhados, começavam a agradar os roqueiros insatisfeitos com o jeito cordial e polido de John Lennon e sua trupe. Em 1969, o Festival de Woodstock (foto) torna-se o símbolo dos jovens que buscavam a liberdade de expressão. Sob o lema "paz e amor", meio milhão de pessoas compareceram ao seu primeiro concerto, que contou com a presença de Jimi Hendrix e Janis Joplin.

Conjuntos como The Who, Jefferson Airplane, Led Zeppelin e The Doors também são as revelações desse período.


No Brasil

É nos anos 60 que surge o primeiro sucesso no cenário do rock brasileiro, na voz da cantora Celly Campello (foto), responsável por popularizar as canções “Banho de Lua” e “Estúpido Cupido”, abriu caminho para o nascimento da Jovem Guarda, encabeçada por Roberto Carlos, Erasmo Carlos e Wanderléa, que criaram um repertório de letras românticas em ritmo acelerado, sendo o primeiro conjunto do Brasil que conseguiu a adoração nacional.

Surge também a Tropicália, uma revolução musical promovida pelos baianos Caetano Veloso (foto) e Gilberto Gil, que criaram um novo estilo ao fundirem as guitarras elétricas com os mais tradicionais gêneros da música de raiz nacional.


Também surge uma das bandas mais cultuadas no mundo todo até os dias atuais – Os Mutantes (foto), formado por Arnaldo Batista, Sérgio Dias e Rita Lee, consagraram-se com um estilo musical que misturava desde psicodelia, Beatles, música concreta, erudita e até o samba.

Em junho de 67, é inaugurada a famosa casa de shows Canecão, no Rio de Janeiro, que marca uma nova era – as festas começam a sair dos clubes locais e vão para estabelecimentos específicos, destinados em receber concertos de rock.
 

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